Crédito das imagens: Divulgação e Anderson Astor
Porto Alegre recebe, a partir de 1º de setembro, uma exposição dedicada a uma vertente pouco explorada da trajetória de Saint Clair Cemin. Na Bolsa de Arte, “Saint Clair Cemin: plano como uma galáxia, curvo como o desejo” reúne 82 pinturas, desenhos e gravuras que revelam a relação do artista gaúcho com a produção bidimensional.
Com curadoria do crítico de arte e pesquisador Omar-Pascual Castillo, a mostra propõe um primeiro olhar antológico sobre a extensa produção bidimensional do artista.
Natural de Cruz Alta, Saint Clair Cemin construiu sua trajetória artística nos Estados Unidos, especialmente em Nova York, e também desenvolveu trabalhos em cidades como Pequim, Paris e São Paulo.


A exposição lança luz sobre uma produção que, historicamente, ocupou um espaço secundário diante de suas esculturas. Curador da mostra e pesquisador da obra de Cemin há mais de três décadas, Omar-Pascual Castillo define esse conjunto como “obras satelitais”. São trabalhos que, em muitos casos, permaneceram fora do olhar do público por escolha do próprio artista, que prefere preservar parte de seus processos criativos.


Entre as obras reunidas estão desenhos minuciosos produzidos nos últimos anos, alguns feitos à luz de velas ou pequenas lanternas. Os desenhos têm uma elaboração manual e nostálgica, atravessada por referências mitológicas e oníricas. A exposição também aproxima essa produção de obras anteriores, como Portrait of the Word “Why”, Planes in Relation, Vortex e Psyche.
A mostra vai de 1º de setembro, das 18h às 21h, na Bolsa de Arte (Rua Visconde do Rio Branco, 365), em Porto Alegre, e permanece em cartaz até 10 de outubro de 2026.

