Uma tarde de novidades, encontros e inspiração movimentou a tradicional loja feminina de luxo Vanilla nesta terça-feira, 1° de setembro. À frente da casa, Evelise Campos e Valkiria Schotkis receberam convidadas para apresentar a nova coleção de verão e, ainda, promover uma conversa com a estilista mineira Renata Campos. Assim, entre moda e troca de experiências, o encontro aproximou o público do processo que existe por trás de uma coleção.
Fundadora da marca que leva seu nome, Renata Campos soma três décadas de atuação na moda. Ao longo desse percurso, construiu uma identidade especialmente ligada à malharia e ao desenvolvimento de peças que conciliam pesquisa, matéria e construção. Durante toda a tarde, a estilista compartilhou aspectos de sua trajetória e falou sobre as diferentes etapas que envolvem a criação de uma coleção. Além disso, trouxe para a conversa sua experiência à frente da marca e sua perspectiva sobre o fazer fashion.
ENTRE ESTRUTURA E LEVEZA
Na nova temporada da Vanilla, a alfaiataria ganha uma leitura utilitária. Para isso, a coleção combina crepe, linho, sarja e algodão acetinado em peças que exploram diferentes pesos, texturas e possibilidades de uso. Dessa maneira, a construção mais precisa da alfaiataria encontra materiais capazes de trazer outras nuances à silhueta.
Ao mesmo tempo, o voal introduz leveza à proposta. O tecido aparece em peças que trabalham transparência, fluidez e movimento. Assim, a coleção cria um diálogo entre matérias de comportamentos distintos. De um lado, entram a estrutura e a funcionalidade. De outro, surgem delicadeza e fluidez.
Essa oposição também conduz a narrativa visual da temporada. Em vez de apostar em uma única linguagem, a coleção aproxima elementos aparentemente contrastantes. Portanto, a alfaiataria utilitária não perde sua sofisticação ao dividir espaço com tecidos mais leves. Pelo contrário. O contraste amplia as possibilidades da proposta.
UM JARDIM COMO PONTO DE PARTIDA
A natureza também ocupa um lugar central na coleção. Inspirada no Jardim do Éden, a temporada traduz esse imaginário por meio de estampas, bordados e elementos que remetem ao universo natural. Entretanto, a referência não aparece de maneira isolada. Ela conversa diretamente com a construção das peças.
As estampas introduzem uma dimensão mais expressiva. Já os bordados acrescentam textura e trabalho manual. Enquanto isso, a alfaiataria oferece uma base mais gráfica e estruturada. Desse modo, a coleção constrói sua identidade a partir do encontro entre natureza e precisão.
Além disso, a escolha do Jardim do Éden permite uma leitura que vai além da representação literal. A natureza surge como repertório visual e como contraponto à arquitetura das peças. Consequentemente, flores, folhagens e outros elementos orgânicos encontram espaço ao lado de cortes mais definidos.
MODA E CONVERSA
Mais do que uma apresentação de coleção, a tarde na Vanilla colocou o processo criativo no centro do encontro. A presença de Renata Campos acrescentou justamente essa dimensão. Afinal, conhecer uma coleção também significa compreender as decisões que antecedem sua chegada à loja.
Entre o bate-papo e o coquetel, as convidadas puderam observar as peças de perto e conhecer as principais propostas da temporada. Além disso, o contato direto com a estilista trouxe outra perspectiva para a experiência. A roupa deixou de aparecer apenas como um produto final e passou a integrar uma conversa sobre trajetória, criação e matéria.
Assim, a tarde reuniu diferentes etapas do universo da moda em um mesmo espaço. A coleção apresentou sua linguagem. Renata Campos trouxe sua experiência. E a Vanilla criou o ambiente para que essas duas dimensões se encontrassem.
No fim, a proposta revelou uma temporada construída sobre contrastes bem definidos. Estrutura e fluidez. Utilidade e delicadeza. Alfaiataria e natureza. Elementos distintos que, juntos, definem o olhar da Vanilla para o verão.
Confira quem esteve por lá:

























