As bolsas clássicas e icônicas são aquelas que, com o passar dos anos, continuam e passam a ser cada vez mais desejadas por cada geração. Criada, inicialmente, com o único intuito de ajudar as mulheres a carregarem seus itens essenciais de maneira fácil e prática. A bolsa, no entanto, ao longo do tempo, acabou sendo tão reinventada e incorporada ao mundo da moda que, atualmente, se tornou um objeto indispensável em qualquer look.
Fendi Baguette
A Fendi Baguette recebeu esse nome, justamente, por seu formato compacto. Pensada para ser utilizada de baixo do braço, assim como o tradicional pão frances que inspirou o seu nome. Lançada em 1997 pela estilista Silvia Venturini Fendi, a bolsa rapidamente chamou atenção não apenas pelo design diferenciado, mas também pela praticidade que oferecia às mulheres no dia a dia.
Considerada a primeira it-bag da moda, tornou-se ícone, após aparecer na icônica série Sex and the City, usada pela personagem Carrie Bradshaw. A partir daí, a Fendi Baguette não apenas ganhou fama mundial, como também se tornou sinônimo de status e estilo, sendo desejada por gerações de mulheres até os dias de hoje.


Speedy Louis Vuitton
A Speedy da Louis Vuitton é, sem dúvida, uma das bolsas mais icônicas e clássicas do mundo do luxo. A grife lançou o modelo na década de 1930 como uma versão menor da mala de viagem Keepall, criada, originalmente, para atender às necessidades de quem buscava praticidade sem abrir mão do estilo.
A Louis Vuitton projetou a bolsa pensando no dia a dia, e logo ela conquistou espaço no guarda-roupa de mulheres ao redor do mundo. Com o passar das décadas, porém, a Speedy não apenas manteve sua relevância, como também se transformou em um símbolo de elegância atemporal.


Birkin Hèrmes
A bolsa Hermès Birkin é, o ícone máximo do luxo no mundo da moda. A grife francesa criou o modelo em 1984, após um encontro casual entre a atriz Jane Birkin e o diretor-executivo da Hermès, Jean-Louis Dumas, em um voo. Nessa ocasião, Jane compartilhou sua dificuldade em encontrar uma bolsa prática e elegante. A partir dessa conversa, a Hermès desenvolveu o modelo que batizaria, posteriormente, em sua homenagem.
Desde então, a marca mantém um processo de fabricação extremamente artesanal. Um único artesão produz, à mão, cada peça, do início ao fim, o que garante altíssima qualidade e atenção aos detalhes. Como resultado, cada bolsa pode levar, em média, de 18 a 24 horas para ficar pronta, sem contar o tempo de espera, que costuma se estender por meses ou até anos.
Além disso, a Hermès não vende a Birkin livremente nas lojas. A marca reserva as unidades disponíveis, em geral, para clientes fiéis com histórico de compras na grife. O que intensifica ainda mais a sensação de exclusividade em torno do produto.
Por todos esses motivos, a Birkin não é apenas uma bolsa, ela representa status, raridade e um símbolo de poder aquisitivo, chegando, em alguns casos, a valorizar mais do que ativos financeiros tradicionais, como ouro e ações.


Lady Dior
A Dior desenvolveu a Lady Dior com o estilo totalmente handmade. Trabalhando o couro em uma padronagem acolchoada que remete, diretamente, às cadeiras Napoleão III, utilizadas pelo próprio Christian Dior para receber suas clientes em seu icônico desfile de 1947. Não por acaso, esse detalhe carrega, até hoje, toda a sofisticação e o requinte que marcaram o estilo do estilista desde os primórdios da maison.
Para garantir o ar de alta costura em cada peça, a grife produz manualmente cada Lady Dior, reforçando, assim, a exclusividade e o cuidado artesanal que envolvem sua confecção. Foi somente em 1995, no entanto, que a bolsa ganhou seu nome definitivo, quando a Primeira-Dama da França, Bernadette Chirac, presenteou a Princesa Diana com o modelo durante uma visita oficial a Paris. Encantada pela peça, a princesa passou a usá-la com tanta frequência que a grife decidiu, em sua homenagem, batizá-la de “Lady Dior”.
Desde então, o modelo se consolidou como um dos maiores símbolos de elegância e sofisticação da maison. Atravessando décadas sem nunca perder sua relevância no universo da moda de luxo.


Chanel Flap Bag
Coco Chanel criou a Chanel Flap Bag, um dos modelos mais icônicos do universo do luxo. Em fevereiro de 1955 Inspirada em sua própria história pessoal, Coco projetou a bolsa pensando, principalmente, na liberdade das mulheres, que até então dependiam de bolsas de mão sem alça e precisavam segurá-las o tempo todo.
Além da alça, a Chanel Flap Bag se destaca pela sua aba frontal, pela costura em matelassê que remete, segundo a marca, aos casacos usados pelos jóqueis e pelo fecho giratório com o icônico logotipo “CC”. Elemento que a grife incorporou apenas em 1983, sob o comando de Karl Lagerfeld.
Desde seu lançamento, a bolsa atravessou décadas sem perder sua relevância. Consolidando-se, assim, como um símbolo atemporal de elegância, praticidade e do espírito revolucionário de Coco Chanel.


Balenciaga City Bag
Nicolas Ghesquière criou a Balenciaga City. Na época, o estilista rompeu com os padrões vigentes ao apostar em um design despojado e utilitário. Dessa forma, indo na contramão das bolsas rígidas e formais que dominavam o mercado.
O estilista trabalhou o couro de maneira macia e amassada, conferindo à peça uma aparência quase “usada”, enquanto incorporava tachas metálicas e zíperes que remetiam, diretamente, à estética motociclística e ao universo do rock. Não por acaso, esse visual conquistou, rapidamente, celebridades e it-girls do período. Consolidando-se, em pouco tempo, como um dos maiores fenômenos de moda da década.
Além do design inovador, a bolsa carregava uma alça longa e trançada à mão, detalhe que reforçava, ainda mais, seu apelo boêmio-chique, um estilo que, até então, contrastava completamente com o luxo tradicional e engessado de outras grifes.
Balenciaga decidiu, anos depois, relançar o modelo sob o nome “Le City”, buscando, assim, resgatar e homenagear um dos maiores ícones já criados pela maison. Prova de que o design revolucionário de Ghesquière segue, até hoje, extremamente atual e desejado.


Gucci Jackie
A Gucci lançou a Jackie no final dos anos 1950, originalmente batizando-a de “Constance”. Na época, a grife italiana projetou a bolsa com um design então inovador: alça de ombro com fecho em formato de “C”, presa por uma tira de couro que atravessa a frente da peça, conferindo-lhe, assim, um formato levemente arredondado e sofisticado.
O modelo, no entanto, ganhou popularidade mundial somente após a ex-primeira-dama americana Jacqueline Kennedy passar a usá-lo com frequência ao longo dos anos 1960. Diante dessa forte ligação, a Gucci decidiu, em homenagem ao estilo icônico da “Jackie O”, rebatizar oficialmente o modelo de “Gucci Jackie”.
Ao longo das décadas seguintes, a Gucci reeditou o modelo diversas vezes, mantendo, sempre, os elementos que fizeram da Jackie um verdadeiro clássico. Atualmente, a bolsa segue como um dos maiores símbolos da grife, provando, assim, que a elegância discreta e atemporal nunca sai de moda.


O que une todas as bolsas clássicas não é apenas o design atemporal, mas sim o fato de que cada uma delas nasceu atrelada a uma narrativa que ultrapassou a moda e virou cultura. Por isso, essas bolsas se mantêm atuais em um mundo no qual a moda vive ciclos cada vez mais rápidos e elas continuam como referências.

