O jeans é uma peça de vestuário universal, homens, mulheres e crianças de todas as faixas etárias utilizam no dia a dia. No entanto, antes do Jeans se tornar a peça versátil que conhecemos hoje em dia, ele era apenas utilizado por homens durante o seu serviço em obras e minas. Além disso, a cultura social, pop e política desempenhou um papel importante para que o jeans ganhasse esse lugar no nosso guarda-roupa.
A origem do Jeans
A trajetória do jeans tem início nos anos 1792, em Nimes, na França, o jeans foi utilizado para o trabalho no campo e para longas viagens de marinheiros. Na época, pouco maleável e tingido de marrom. O de tecido de Nimes logo passou a ser abreviado de denim.
Logo após, já na corrida do ouro na Califórnia, os mineradores precisavam de roupas resistentes, que suportassem o trabalho pesado. Sendo assim, o inovador e visionário alemão Levi Strauss, importou o tecido da Europa, para a América. Levi e seu alfaiate Jacob Davis, adicionaram rebites de cobre nas costuras e braguilha para evitar que a costura cedesse.

A Levis Strauss e Co, recebeu a patente de roupas de jeans com rebites em 1873, isso deu à empresa a vantagem inicial, a vantagem competitiva e o pioneirismo que até hoje beneficia a trajetória da Levi´s.
Do faroeste ao cinema
O jeans continuou sendo utilizado por trabalhadores ao longo das décadas de 1920 e 1930. No entanto, realmente se consolidou quando Hollywood levou essa tendência para os seus filmes de faroeste.
Em 1950 o jeans virou um sinônimo de “cool”. Todas as celebridades estavam usando, o eterno bad boy James Dean, criou o look camisa branca e calça jeans, o básico atemporal que funciona até os dias atuais.
Marilyn Monroe com o seu glamour sensual, entrou para a tendência do jeans, elevando-o em um nível mais comercial e de puro sucesso. Na década de 70, o estilo hippie estava em alta, o uniforme deles era uma camisa estilo tie-dye e a calça jeans boca de sino.


Posteriormente na década de 80, as estrelas do rock, de cinema e modelos consolidaram também o uso do jeans, disseminando internacionalmente o uso do jeans e levando o também para o high fashion.
Primeira aparição na passarela
A primeira vez que o jeans apareceu em uma passarela de moda foi em 1976. Calvin Klein trouxe o jeans para a sua coleção, algo que era impensável para a maioria das pessoas, na qual viam o jeans como um uniforme de trabalho ou como uma roupa que jovens rebeldes utilizavam. Dessa forma, abrindo a porta para a indústria do jeans de luxo.


Consolidação no luxo
A entrada do jeans no mercado de luxo só foi realmente aceita em 1988. Quando Ana Wintour escolheu, para a sua capa de estreia na Vogue, uma modelo usando uma calça jeans desbotada da guess e um casaco bordado com pedrarias da alta costura do Christian Lacroix. Com isso, a moda teve a certeza de que poderia misturar o luxo com o simples.
Em 2002 Jean Paul Gaultier chamou atenção após inserir o material na sua coleção de Couture. Logo após Chanel também trouxe o jeans para a passarela ao lado de vestidos glamourosos, na sua coleção de alta-costura.
Além disso, grifes como Versace, Dolce & Gabbana e Dior entram no mercado de jeans. Elas passam a ter uma nova linha de produto, não apenas uma peça isolada na coleção.
O que torna o jeans de alta-costura uma peça distante da sua origem, é o material ultra selecionado, o acabamento artesanal e a produção em baixa escala.


A sustentabilidade na fabricação do jeans
A maior parte do uso mundial de água no setor da moda, é destinado a produção de algodão e a processos têxteis úmidos, como o branqueamento, tingimento, estamparia e acabamento. Durante a trajetória do jeans uma peça, consome, em média, 4.000 a 10.000 litros de água.
No entanto, a indústria de moda está cada vez mais consciente desse gasto. Consequentemente, as fabricas estão adotando medidas sustentáveis para melhorar o consumo de água na fabricação de jeans. A Levis´s está investindo no método de tingimento a laser, que promete reduzir o consumo de água durante o tingimento em 71%.
Além disso, a marca Malwee, de Santa Catarina, conseguiu reduzir em 80% o gasto da água na produção de jeans, chegando a usar apenas 250ml de água por peça, por meio de uma tecnologia de nanobolhas e reaproveitamento do circuito fechado.

