A HISTÓRIA DA SCHIAPARELLI
Falar de schiaparelli é falar de uma das marcas mais criativas da história da moda. A maison foi fundada em 1927 pela estilista italiana Elsa Schiaparelli, em Paris. Desde o início, a marca se destacou por desafiar as regras da moda tradicional. Elsa acreditava que as roupas poderiam provocar emoções, contar histórias e até gerar debates.
Seu trabalho ficou conhecido pela forte influência do surrealismo. Ela colaborou com artistas como Salvador Dalí e Jean Cocteau, criando peças que até hoje são consideradas icônicas. Entre elas estão o famoso vestido com estampa de lagosta, o chapéu em formato de sapato e os bordados com elementos inusitados. Na época, essas criações mudaram a forma como a moda era vista.
Outro grande legado da estilista foi a criação do “Shockng Pink”, um tom vibrante de rosa que se tornou uma assinatura da maison.
Após a morte de Elsa, em 1973, a marca encerrou suas atividades por muitos anos. Em 2012, a Schiaparelli foi relançada em Paris, preservando sua herança artística enquanto buscava uma nova identidade para o século XXI.


A NOVA ERA DE SCHIAPARELLI
O grande ponto de virada aconteceu em 2019, quando Daniel Roseberry assumiu a direção criativa da marca. O estilista norte-americano conseguiu modernizar a Schiaparelli sem perder sua essência. Seu trabalho mistura alta-costura tradicional, referências artísticas e um olhar contemporâneo.
As joias douradas oversized, os corsets estruturados, as silhuetas esculturais e os detalhes anatômicos se tornam marcas registradas dessa nova fase.
Hoje, cada desfile da Schiaparelli é um dos momentos mais aguardados da temporada de alta-costura.


O DESFILE OUTONO/INVERNO 2026-2027
A Schiaparlli foi responsável por abrir a temporada de Haute-Couture Outono/Inverno 2026-2027, em Paris. Como já virou tradição, Daniel Roseberry apresentou uma coleção que vai além das tendências.
Em vez de apostar apenas na estética, o estilista construiu uma narrativa visual. Cada look parecia fazer parte de uma mesma história. A coleção explorou contrastes entre força e delicadeza. Estruturas rígidas dividiram espaço com tecidos leves e fluidos.
As silhuetas ganham proporções marcantes. Por isso, cinturas foram destacadas, enquanto volumes escultóricos deram personalidade às peças.


OS DETALHES QUE MAIS CHAMARAM ATENÇÃO
Os bordados voltaram a ocupar um papel central na coleção.
Cristais, pedrarias e aplicações aparecem distribuídos de forma precisa, valorizando o trabalho artesanal da maison. Os acessórios também tiveram grande destaque. Entretanto, as tradicionais joias douradas da Schiaparelli surgiram em versões ainda mais esculturais.
Elas reforçam uma identidade visual que hoje é facilmente reconhecida pelo público.
Os corsets continuam sendo protagonistas. Em vez de apenas marcar a cintura, eles ajudaram a construir formas arquitetônicas para os looks.


O QUE ESPERAR APÓS ESSE DESFILE
Embora a alta-costura seja produzida para um público muito restrito, ela costuma indicar caminhos para toda a indústria.
Silhuetas, cores, acabamentos e detalhes apresentados na passarela podem inspirar futuras coleções de prêt-à-porter, campanhas publicitárias e editoriais de moda.
Mais do que lançar tendências, a Schiaparelli reforçou, mais uma vez, que a alta-costura continua sendo um espaço para criatividade, experimentação e excelência artesanal.



