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No aniversário do mestre francês, relembramos como sua estética minimalista e sua amizade com Audrey Hepburn mudaram os rumos da alta costura.
A moda francesa não seria a mesma sem o toque de aristocracia e modernidade de Hubert de Givenchy. Hoje, 21 de fevereiro, o mundo celebra o nascimento do estilista que transformou a simplicidade em um símbolo máximo de luxo. Além disso, seu legado permanece vivo como a definição do chic sem esforço, influenciando diretores criativos e amantes do estilo até os dias de hoje.


O Surgimento do “Estilo Givenchy”
Fundada em 1952, a Maison Givenchy trouxe um frescor necessário ao pós-guerra. Diferente do volume dramático de outros costureiros, Hubert apostava em linhas limpas e tecidos leves. Consequentemente, sua primeira coleção introduziu a famosa “Blusa Bettina”, feita de algodão branco com babados bordados nas mangas, provando que o luxo também poderia ser descomplicado.


Por outro lado, foi a sua visão arquitetônica que o consagrou. Ele entendia que a roupa deveria servir à mulher, e não o contrário. Essa filosofia atraiu as mulheres mais elegantes do século XX, de Jackie Kennedy a Grace Kelly.


O Encontro que Mudou o Cinema e a Moda
A trajetória de Givenchy é indissociável de sua musa e amiga próxima, Audrey Hepburn. Acima de tudo, essa parceria foi um dos primeiros exemplos de simbiose entre moda e cinema. Foi Hubert quem desenhou o icônico vestido preto de Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s), peça que se tornou, por exemplo, o item de moda mais famoso da história cinematográfica.


“A roupa de Givenchy é a única na qual me sinto eu mesma. Ele é mais do que um estilista, ele é um criador de personalidade.” — Audrey Hepburn.
Um Legado Além do Tempo
Mesmo após sua aposentadoria em 1995, Hubert de Givenchy manteve sua influência como um curador da beleza. Em contrapartida às tendências passageiras do fast fashion, ele sempre defendeu que a elegância reside na discrição e no bom corte. Sua morte em 2018 não apagou seu brilho; pelo contrário, reforçou a importância de sua busca incessante pela harmonia visual.
Conclusão: O Eterno Aprendiz da Perfeição
Celebrar Hubert de Givenchy é celebrar a moda como forma de arte e respeito à silhueta feminina. Honrar o mestre que nos ensinou que, para ser elegante, não é preciso gritar, mas sim saber escolher o que é essencial, é um exercício necessário para qualquer entusiasta do estilo. Seu aniversário é um lembrete permanente de que as tendências passam, mas o verdadeiro estilo é, de fato, eterno.



