De Símbolo de Ruptura a Ícone Cultural: O Papel da Moda Praia na Sociedade
O biquíni atravessa o século XX como um reflexo direto das transformações sociais ligadas ao lazer, ao corpo e ao espaço público. Nesse sentido, a peça é muito mais do que uma indumentária; ela se estabelece a partir de disputas simbólicas entre limites morais, avanços técnicos da indústria têxtil e novas formas de ocupação da praia. Paralelamente, sua consolidação acompanha a expansão do tempo livre, a popularização do banho de mar e a mudança gradual da relação entre roupa, função e exposição.

Ao longo das décadas, o biquíni deixa de ser apenas um traje balnear e passa a operar como uma verdadeira linguagem visual. Dessa maneira, ele circula entre o esporte, a moda, o cinema e a publicidade, absorvendo códigos regionais e adaptando-se a diferentes usos sociais. Além do mais, a peça incorpora soluções formais que dialogam diretamente com o comportamento e a performance humana.




Em última análise, o biquíni permanece hoje como um dos elementos centrais da moda praia. Isso ocorre não necessariamente pela novidade estética, mas pela sua capacidade contínua de traduzir transformações culturais complexas em forma e estilo.


