UMA ÓTICA PARA ALÉM DA RECEITA
Enxergar o universo dos óculos por diferentes perspectivas foi a proposta do encontro promovido pela oftalmologista Dra. Terla Castro e pelo marido, o médico e empresário Dr. Richard Magalhães. À frente da Gafas & Co., o casal reuniu especialistas em uma manhã dedicada às conexões entre saúde visual, tecnologia, inovação, moda, visagismo, design e identidade pessoal. Assim, a programação ampliou a discussão sobre um objeto que, embora tenha a função primordial de auxiliar a visão, também ocupa um espaço cada vez mais relevante na construção da imagem.
Inaugurada há cerca de um ano no Bourbon Carlos Gomes, em Porto Alegre, a Gafas & Co. nasceu com uma proposta que aproxima diferentes dimensões do universo óptico. Por isso, o encontro partiu de uma questão central: o que acontece entre a prescrição oftalmológica e a escolha dos óculos?
A resposta envolve mais etapas do que a simples definição de um grau. Primeiro, existe a avaliação da saúde visual. Depois, entram as características técnicas das lentes, a adaptação, o conforto e a tecnologia. Paralelamente, a armação acrescenta elementos de design, proporção e estilo. Por fim, o visagismo relaciona essas escolhas à identidade de quem irá usar a peça.
Dessa forma, a programação apresentou a óptica como um campo multidisciplinar. A medicina permanece como ponto de partida. Entretanto, outras áreas ajudam a construir a experiência completa.
ENTRE PRESCRIÇÃO E ESCOLHA
Ao longo da manhã, palestras, experiências e uma mesa-redonda reuniram diferentes especialistas para abordar justamente essa trajetória. A conversa partiu da prescrição oftalmológica e avançou para os elementos que influenciam a escolha de uma armação.
Nesse percurso, a tecnologia das lentes ocupou um lugar importante. Afinal, a evolução do setor ampliou as possibilidades de personalização e desempenho. Ao mesmo tempo, a escolha da armação passou a considerar aspectos que ultrapassam a tendência do momento.
O resultado é uma cadeia de decisões na qual cada etapa interfere na seguinte. O grau determina uma necessidade visual. A tecnologia ajuda a encontrar soluções para essa necessidade. Já o design e o visagismo aproximam a peça da pessoa que irá incorporá-la à rotina.
O PAPEL DO VISAGISMO
Dentro dessa equação, o visagismo acrescenta uma camada particularmente ligada à identidade. A proposta considera características individuais para orientar escolhas relacionadas à imagem. No caso dos óculos, essa relação ganha ainda mais relevância porque a armação ocupa uma posição central no rosto.
Assim, formato, proporção, cor e desenho podem dialogar com diferentes características pessoais. Porém, a escolha não precisa partir apenas das tendências. Ela pode considerar também aquilo que comunica coerência com quem usa.
Essa perspectiva desloca o olhar sobre a ótica. Em vez de perguntar somente qual armação está em alta, a discussão passa a considerar qual peça estabelece uma relação adequada entre estética, conforto, funcionalidade e identidade.
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
A indústria óptica também participou dessa conversa. Afinal, a experiência contemporânea com óculos depende de uma evolução que acontece muito além das vitrines. Lentes, materiais e processos tecnológicos ampliam continuamente as possibilidades disponíveis para diferentes necessidades visuais.
Por consequência, aproximar oftalmologistas e profissionais do mercado óptico cria um espaço relevante de troca. De um lado, estão as demandas relacionadas à saúde e à prescrição. De outro, surgem as soluções desenvolvidas pela indústria. Entre os dois campos, existe o consumidor, que precisa transformar essas possibilidades em uma escolha adequada à própria rotina.
Foi justamente essa interseção que a programação procurou explorar. Em vez de separar ciência, tecnologia e estética, o encontro colocou os diferentes campos dentro de uma mesma conversa.
UM OLHAR MAIS AMPLO SOBRE A ÓPTICA
Ao reunir medicina, indústria, tecnologia, moda e visagismo, a Gafas & Co. propôs uma leitura mais contemporânea do mercado óptico. Afinal, escolher um óculos envolve uma sequência de decisões que começa na saúde visual, passa pela tecnologia e chega à maneira como cada pessoa deseja se apresentar.
Por isso, a manhã promovida pela Dra. Terla Castro e pelo Dr. Richard Magalhães funcionou como um ponto de encontro entre diferentes conhecimentos. A prescrição continua essencial. Entretanto, a experiência não termina nela.
No fim, ampliar o olhar sobre a óptica significa justamente reconhecer essa complexidade. Os óculos corrigem a visão, mas também acompanham rotinas, escolhas e identidades. E é nessa convergência entre função e expressão que o objeto ganha uma dimensão que vai muito além da receita.













