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Quando pensamos em nomes que estão remodelando a alta-costura no século XXI, um dos destaques, capaz de reunir ousadia e sensibilidade artística, é Daniel Roseberry.
O visionário diretor criativo tem dado uma nova vida à histórica maison Schiaparelli. É dele que vamos falar, hoje:
Uma biografia que foge ao convencional


Daniel Roseberry nasceu em 1985 em Plano, no Texas, nos Estados Unidos, filho de um padre e de uma mãe artista, cresceu em um ambiente marcado pela fé, disciplina e criatividade. Experiências essas que, mais tarde, moldariam sua ligação profunda com a ideia de fantasia e transcendência em moda.
Antes de pensar em design, Roseberry até considerou entrar para o seminário religioso, mas a sua curiosidade artística acabou o levando para longe das histórias de igreja e para os corredores do Fashion Institute of Technology, em Nova York.
Logo após sua saída da FIT, ele iniciou um percurso de mais de uma década na Thom Browne, onde acabou se tornando head of design, liderando tanto as coleções masculinas quanto femininas. Foi ali que Roseberry desenvolveu seu senso de rigor, teatralidade e linguagem própria, elementos que mais tarde definiriam sua visão na alta-costura.
Chegada à Schiaparelli: um novo capítulo

Em 2019, Roseberry foi nomeado diretor criativo da maison Schiaparelli, cargo que o colocou como o primeiro americano à frente de uma casa histórica de alta-costura em Paris.
Schiaparelli, fundada por Elsa Schiaparelli em 1927, é uma das casas mais emblemáticas do surrealismo na moda, conhecida por colaborações com artistas como Salvador Dalí e por criações que desafiam as normas tradicionais do vestuário.
Desde o início, Roseberry deixou claro que sua proposta não seria simplesmente replicar o passado: ele buscaria traduzir o espírito de Elsa, com seu surrealismo, audácia e senso de humor, para uma linguagem nova, relevante e visceralmente contemporânea.
Uma estética reinventada: tradição e vanguarda

O impacto de Roseberry na Schiaparelli é visível em cada desfile e coleção. Ele resgatou códigos históricos da Maison, como formas esculturais, elementos surrealistas e materiais inesperados, e os reconfigurou com uma estética própria: geométrica, dramática e muitas vezes visceral.
Alguns dos pontos que definem sua assinatura criativa incluem:
– Homenagem ao surrealismo, reinterpretado com materiais contemporâneos e formas esculturais;
– Uso ousado de acessórios como botões-joias e peças anatômicas em metal e couro;
– Diálogo entre o passado e o futuro, resgatando a iconografia da Maison e questionando o papel da alta-costura na era moderna;
O resultado? Uma Schiaparelli que dialoga com o público global, conectando tradição e viralidade, seja nas passarelas de Paris ou em red carpets de celebridades, sem perder sua alma de moda-arte.
Impacto na moda atual

A abordagem de Roseberry tornou Schiaparelli uma das casas mais comentadas da moda contemporânea. Sua capacidade de criar momentos icônicos, peças que viralizam nas redes, coleções que são discutidas como arte e figurinos que transcendem o uso comum, reposicionou a Maison como um dos nomes mais influentes da alta-costura atual.
Mais do que isso: ele conseguiu capturar a atenção de celebridades, artistas e novos públicos, traduzindo o legado de Elsa Schiaparelli de forma emocionante e provocadora.

