Crédito das fotos: Divulgação/Almeida&Dale
A Bolsa de Arte inicia uma nova fase de sua trajetória. A partir de agora, a galeria atua em parceria inédita com a Almeida & Dale. Para celebrar o momento, o espaço reabre suas portas na capital gaúcha no dia 13 de junho. Desse modo, o público poderá conferir a exposição Stromboli, que conta com a curadoria de Bernardo José de Souza.
A mostra propõe uma reflexão profunda sobre as transformações do corpo humano. Para isso, o curador aproxima diferentes processos geológicos, físicos e psíquicos. Nesse sentido, a imagem do vulcão surge como uma alegoria de um mundo em constante estado de instabilidade e mudança.
Atualmente, o projeto inaugural desta nova etapa é conduzido por um comitê de sócios-diretores. A equipe reúne Marga Pasquali, Egon Kroeff, Antonio Almeida e Carlos Dale. Com o propósito de fortalecer o mercado regional, a iniciativa reforça a aposta em uma atuação colaborativa. Consequentemente, a parceria garante uma projeção ainda maior para a arte contemporânea no Sul do Brasil.
CORPO EM TRANSFORMAÇÃO


A coletiva reúne mais de 50 artistas em torno das tensões, violências e transformações que atravessam o corpo. A mostra aproxima obras de nomes fundamentais da arte moderna — Cândido Portinari, Iberê Camargo e Tarsila do Amaral — a produções contemporâneas de artistas como Adriana Varejão, Camila Elis, Eduardo Haesbaert, Letícia Lopes, Marina Borges, Mauro Fuke.
Segundo o curador Bernardo José de Souza, Stromboli conecta artistas de um amplo arco geográfico-geracional para especular sobre as transformações sofridas pelo corpo tanto na vida quanto na arte.
RENOVAÇÃO ARTÍSTICA E ESTRUTURAL


O programa artístico renovado busca equilibrar diferentes gerações e abordagens, reunindo artistas históricos, trajetórias em redescoberta e produções contemporâneas.
Entre os nomes representados estão Maria Lídia Magliani, Mauro Fuke, Marina Borges, Eduardo Haesbert e Saint Clair Cemin. Como parte dessa reestruturação, a Bolsa de Arte amplia seus espaços expositivos em Porto Alegre, após reforma assinada pelo arquiteto Alberto Rheingantz, permitindo a realização simultânea de mostras e alinhando a sede a padrões internacionais de conservação e apresentação de obras.

