Crédito das fotos: Lisa Roos
A startup gaúcha e-Mind, uma assistente pessoal baseada em inteligência artificial e desenvolvida na capital gaúcha, acaba de receber aportes na ordem de US$100 mil (cerca de R$500 mil) de investidores estadunidenses.
O movimento elevou o valuation do negócio para R$1,3 milhão antes mesmo de completar seis meses de operação.
O projeto foi idealizado por Felipe Martins, 37, executivo com quase duas décadas de experiência no setor de tecnologia e passagens pela direção de operações de multinacionais no Brasil e no México.
Ao retornar a Porto Alegre, em março de 2025, o empresário identificou no mercado nacional um potencial de inovação superior ao observado no exterior. Foi esse cenário positivo que convenceu Martins a empreender pela primeira vez.
Buscando desenvolver um produto que conseguisse o ajudar a gerir as demandas diárias, em maio do último ano surgiu o primeiro rascunho da e-Mind que, em apenas uma semana, reuniu uma fila de espera de 500 usuários interessados na ferramenta.

Com a ideia aprovada, Felipe dedicou os três meses seguintes ao aprimoramento do software. O projeto, que se deu em paralelo à sua ocupação principal na qual atua em tempo integral, recebeu o primeiro aporte financeiro de R$80 mil antes mesmo do lançamento oficial, em setembro.
A integração de rotina e o papel do assistente inteligente
A e-Mind estabelece um fluxo de trabalho que ocupa diferentes interfaces conforme a necessidade do momento. O portal web oferece recursos avançados, especialmente, para a organização do ambiente de trabalho e de processos, através da integração do WhatsApp com a conta do Gmail, por exemplo.
Entre outras vantagens, a plataforma também incorpora a metodologia Kanban para a organização visual de demandas, além de oferecer uma análise comportamental do usuário durante reuniões de trabalho.
Startup gaúcha em solo americano
O processo de internacionalização da startup tem início programado para o segundo trimestre de 2026. A e-Mind já estabeleceu a abertura de uma filial nos Estados Unidos como etapa definitiva do plano de negócios.
Enquanto prepara a internacionalização, a startup já trabalha em um segundo módulo voltado à gestão financeira.

