130 Anos do Monograma que Redefiniu a História
Existem símbolos que identificam marcas, e existe o Monograma LV. Criado em 1896, ele não é apenas uma estampa de bolsas desejadas; é uma das assinaturas visuais mais antigas e bem-sucedidas da era moderna. Em 2026, celebramos os 130 anos dessa trama de flores, diamantes e iniciais entrelaçadas que sobreviveu a guerras, crises e, acima de tudo, às mudanças voláteis das tendências.
A Gênese de um Ícone: Contra a Pirataria
Diferente do que muitos pensam, o monograma não nasceu por vaidade, mas por necessidade. Após a morte de Louis Vuitton, seu filho, Georges Vuitton, buscava uma forma de proteger a marca das cópias que já assombravam a Maison no século XIX.

Ele desenhou um padrão complexo, inspirado no design japonês (então uma febre em Paris), com flores quadrifólios e a icônica sobreposição das letras “L” e “V”. Nascia ali o primeiro grande sistema de identidade visual corporativa do mundo.


A Evolução: Da Lona ao Pop Art
O que torna o monograma da Louis Vuitton fascinante é a sua capacidade de mutação. Ele deixou de ser um símbolo rígido de bagagens de aristocratas para se tornar a “tela” preferida de artistas contemporâneos:
- Stephen Sprouse (2001): O grafite sobre o monograma que chocou os tradicionalistas e abriu as portas para o luxo street.
- Takashi Murakami (2003): A explosão colorida do Multicolore, que definiu a estética dos anos 2000.
- Yayoi Kusama: As icônicas “dots” (bolinhas) que transformaram bolsas em itens de colecionador.


O Monograma Hoje
Juntas, essas coleções encapsulam o que a Louis Vuitton representa hoje: uma Casa que honra seu passado enquanto abraça o futuro sem medo. De baús artesanais a ícones cobiçados globalmente, a Louis Vuitton tem continuamente moldado como o luxo é definido, usado e experimentado. Enquanto o Monograma celebra 130 anos, ele permanece como uma relíquia da história e símbolo que continua a viajar através do tempo, cultura e criatividade, carregando consigo o espírito duradouro de inovação e design atemporal.



